Entre 100 e 250 mil meticais para um escritório pequeno, instalado e com IVA. Sei porque é o que orçamentamos todas as semanas: a proposta mais recente que enviei, para migrar um escritório de 7 câmeras analógicas para um sistema IP moderno, fechou em cerca de 135 mil meticais. Mas já assinei propostas de 342 mil para um único site industrial. A diferença não é magia — são cinco factores concretos, e vale a pena percebê-los antes de pedir orçamentos.
Não gosto de artigos de preços escritos no ar, por isso vou usar duas propostas reais que preparámos este ano (sem nomes de clientes, claro).
A primeira: um escritório em Maputo com um sistema analógico antigo, imagem fraca, sem acesso remoto. Migrámos tudo para 7 câmeras IP de 4MP com detecção inteligente de pessoas e veículos, um gravador PoE que alimenta as câmeras pelo próprio cabo de rede, e 140 metros de cablagem Cat6 nova. Total: perto de 135 mil meticais com IVA, sem o disco de gravação, que foi cotado à parte.
A segunda: um site industrial novo em Tete. 7 câmeras fixas mais uma PTZ com zoom óptico de 25x para cobrir o pátio, gravador, disco de vídeo de 10TB, UPS para aguentar os cortes de energia, bastidor e 300 metros de cabo. Essa fechou em 342 mil, fora a logística da equipa até Tete.
Dois sistemas, ambos com 7 ou 8 câmeras — e um custa mais do dobro do outro. É aqui que entram os cinco factores.
| Cenário | Composição típica | Faixa indicativa |
|---|---|---|
| Escritório pequeno | 4–8 câmeras IP fixas + NVR + instalação | 100.000 – 250.000 MZN |
| Empresa média / armazém | 8–16 câmeras, PTZ opcional, UPS, bastidor | 250.000 – 600.000 MZN |
| Site industrial / estaleiro | 16+ câmeras, PTZ, postes, wireless dedicado | 600.000 – 1.500.000+ MZN |
Sites fora de Maputo acrescem custos de logística e deslocação, orçamentados por projecto.
Aqui vai a parte que quase nenhum fornecedor diz na proposta: um sistema CCTV sem manutenção degrada-se em poucos meses. Poeira nas lentes, conectores que oxidam, discos que enchem. Nós mantemos hoje mais de 80 câmeras em contratos de manutenção com verificação remota diária e relatórios mensais de uptime, e a lição de anos a fazer isto é simples: a maioria das empresas só descobre que a gravação falhou no dia em que precisa dela. O contrato de manutenção custa uma fracção do sistema — um incidente sem imagens custa sempre mais.
Três erros que vemos com regularidade: comprar kits domésticos Wi-Fi para uso empresarial (sem gravação fiável, sem garantia comercial, morrem ao primeiro corte de energia); instalar sem projecto, com câmeras viradas para onde é fácil e não para onde importa; e tratar o CCTV como despesa única, sem plano de manutenção. Qualquer um dos três sai mais caro do que parece poupar.
Pode, mas não recomendamos. Câmeras domésticas não têm gravação centralizada fiável, perdem-se com cortes de energia e de rede, e não oferecem garantia comercial. Para um negócio, o risco de não ter imagens no momento crítico supera largamente a poupança inicial.
Para a maioria das empresas em Maputo, 30 dias é o padrão. Operações com maior risco ou requisitos de auditoria usam 60 a 90 dias, o que exige mais armazenamento no gravador.
Precisa. Poeira, humidade, conectores oxidados e discos cheios degradam qualquer sistema em poucos meses. Manutenção preventiva mensal com verificação das gravações é o que garante que o sistema funciona no dia em que é preciso.
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